Alunos da Rede Municipal de Ensino da Capital estão tendo a oportunidade de frequentarem a sala de cinema do Espaço Cinema Passeio, no bairro da Torre, gerido pela Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope), e participarem da 15ª Mostra Cinema e Direitos Humanos. O tema deste ano é “Direitos Humanos e Emergência Climática – rumo a um futuro sustentável”. O Cinema Passeio recebeu na manhã desta terça-feira (16) alunos do 1º e 3º ano do Ensino Fundamental da Escola Municipal Davi Trindade.


A programação nacional é uma iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) e do Ministério da Cultura (MinC), com curadoria focada em produções de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos.
Os alunos assistiram a três curtas metragens: ‘No início do mundo’; ‘Amazônia sem garimpo’; e ‘Ga vī: a voz do barro’.
O aluno Davi dos Santos Cavalcante, do 3º ano, estava bem atento e explicou oque viu. “Eu entendi que os garimpeiros jogavam o mercúrio na água e acabava contaminando os peixes. Quando as pessoas iam pescar e comer esses peixes também ficavam contaminados”, disse.
A 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos’ tem como foco exibições de audiovisuais sobre justiça ambiental produzidos por indígenas, ribeirinhos e quilombolas.


‘No início do mundo’ – Durante momentos nebulosos, no que é possível apoiar-se para se reerguer? Uma avó e sua neta vivem alegres e conectadas com a natureza em seu quintal, compartilhando saberes e memórias. Quando a avó subitamente adoece, a neta encontra calma e coragem ao se voltar às histórias inspiradoras de mulheres fortes.
‘Amazônia sem garimpo’ – É uma animação que explica, de forma sensível, os impactos da mineração ilegal nos rios e na vida dos povos indígenas. Com uma linguagem acessível e visual marcante, o filme é um ótimo ponto de partida para conversar sobre floresta, território e preservação.
‘Ga vī: a voz do barro’ – Animação que conta histórias Kaingang sobre a tradição da cerâmica, barro, território e ancestralidade, produzido a partir do encontro de saberes de mulheres Kaingang na Terra Indígena Apucaraninha, localizada no norte do Paraná. O filme é realizado a partir do evento ‘Ga vī: a voz do barro, conversando com a terra’, um encontro de saberes entre mulheres Kaingang e cerâmica. É um curta-metragem, em animação, com objetivo de compartilhar com mais pessoas esses conhecimentos, fortalecer essas práticas e também servir como material e memória para jovens Kaingang.
Programação – Na tarde desta terça, das 15h às 16h, será a vez dos alunos da Escola Municipal Lions Tambaú. Na quarta-feira (17), também à tarde, será a vez da Escola Municipal Antônio Santos Coelho.